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2 de mar de 2016

Lembranças de um viajante

Ao meu passado, 
solene, volto sem fim, 
volto curvado 
aos sonhos que me fazem parte, 
aos desejos escamosos e escaldosos 
do fundo do meu ser pensante. 

Olhando afigurado 
o reflexo esplendido de meu Eu. 
Em um súbito momento, 
fico pasmo com a semelhança do sentir, 
é inevitável, 
passado e presente 
afigurados em um mesmo olhar 
e futuros 
pertencentes a um ser que fará.

Sinto forte a verdade do passado, 
sinto livre o presente, 
que se tornara agora pouco, 
em um movimento fino 
me locomovo ao agora, 
um agora eloquente de suas virtudes, 
pensando grandiosamente 
no próximo passo, 
na próxima tarefa, 
na próxima, missão.

De repente, 
na calmaria do reflexo das águas 
surge uma agitação interna, 
a força de mil anos, 
as conquistas gravadas 
e as vozes ecoadas em um mar de esperança, 
vibram com a presença do futuro. 

A prosperidade dos campos 
e a expansão da mente, 
afugentado de um campo fétido, 
agora liberto e pleno para um novo mundo, 
um sentimento de mudança ao som do mar, 
agora, aqui, achei meu lugar. 

Transcendendo grandiosamente 
ao som que de minha alma se contrai, 
quando de minha mente 
uma fria meta se extrai, 
para um novo rumo, que o mundo me atrai.


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